Home / Curiosidades / Sapatos masculinos – quantos tipos você conhece?

Sapatos masculinos – quantos tipos você conhece?

Em geral, homens não ligam para sapatos. Não porque não gostem. Mas, porque são práticos demais quando o assunto é moda. Mesmo os mais vaidosos, não se apegam a tantos detalhes quanto as mulheres. Como nós, eles querem estar bonitos. Mas, sem grandes complicações.

Como em tantas outras questões, o foco é diferente…

Brincadeiras e provocações divertidas à parte, muitos homens e também mulheres pensam que há somente quatro tipos de calçados masculinos no mercado: social, tênis, sapatênis e chinelo. Para os que não dispensam o futebol com os amigos, há ainda as chuteiras. Somente aqueles de estilos muito específicos incluem na lista os coturnos e as botas.

De fato, as opções para os homens não são tão variadas quanto para as mulheres. Nas últimas décadas, pouco mudou nas coleções a eles dedicadas. Mas, há alguns modelos de sapatos que realmente podem fazer toda a diferença no visual. Alguns clássicos, outros mais joviais. E por que não conhecê-los melhor?

Aqui, algumas opções.

 

Oxford – este modelo surgiu na Escócia e na Irlanda, mas passou a ser conhecido como desta forma por ter sido adotado por muitos alunos da tradicional Universidade de Oxford, na Inglaterra. Na Escócia, é chamado de balmoral; nos Estados Unidos, de bal-type; na França, de richilieu. Suas principais características são os furos nas abas para os cadarços feitos em uma peça única de couro. Formal, quando em couro, combina com ternos. Quando em camurça, dá um toque mais elegante a roupas mais casuais, como calças jeans ou de sarja.

 

 

Cap toe oxford – conta com uma biqueira de couro (cap toe), de corte reto.

 

Wingtip Oxford – conta com uma biqueira em formato que lembra um pássaro de asas abertas.

 

 

Derby – também conhecido como blütcher, é uma versão mais casual do Oxford. Mas, também pode ser usado em ocasiões formais.

 

Brogue – qualquer calçado adornado com furinhos, que normalmente são confundidos com os sapatos oxford.  Este detalhe não surgiu por acaso. No passado, os furinhos eram feitos nos sapatos de caçadores, para que quando pisassem em alguma poça ou tivessem que atravessar um riacho ou charco, a água pudesse ser facilmente drenada. Hoje, é apenas estilo. Assim como o oxford e o derby, pode ser usado tanto em ocasiões formais quanto em casuais, dependendo do material que é confeccionado e das roupas com que é combinado.

 

Monk – possui uma alça de couro presa por uma fivela de metal em sua lateral. O modelo tem este nome por ter sido inspirado nos calçados usados pelos monges, no século XV. Indicado para ocasiões formais.

 

 

Double monk straps – versão do modelo monk que possui duas alças e duas fivelas. Também é um calçado formal.

edward-green-double-monk-shoes-1

 

 

Mocassim – inspirado nos calçados utilizados pelos índios norte-americanos, possui costura rústica na lateral. Por ser despojado, é indicado para ocasiões casuais, em combinações com calças jeans ou bermudas. De preferência, deve ser usado sem meia aparente.

 

 

 

Loafer – versão mais sofisticada do mocassim, surgida nos anos de 1950, quando foi adotado por jovens, nos Estados Unidos. O modelo não possui cadarço ou fivela. Sua principal característica é uma faixa de couro na parte superior do peito do pé. Em algumas versões, conta com uma fivela ou placa de metal. Por ser bem casual, deve ser combinado com caças jeans, camisas ou camisetas pólo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dock side ou boat shoe – variação náutica do mocassim, muito utilizada nos anos de 1980. Sua principal característica é o cadarço em couro que passa por ilhoses nas laterais do sapato. Modelo casual, deve ser usado sem meias aparentes, combinados somente com roupas leves e despojadas.

 

 

Alpargata – sapato rústico, confeccionado em lona ou couro, com solado de corda ou borracha. Casual, deve ser usada somente em momentos de lazer e descontração, com roupas esportivas.

 

Driver – versão do mocassim que possui solado com detalhes em gomos. Seu nome faz referência à maior aderência oferecida por este tipo de solado ao dirigir.

 

 

Slipper – sapato sem cadarço, inspirado nos antigos chinelos masculinos usados em casa. Podem ser sociais ou casuais, dependendo do material em que é produzido.

 

 

Side gore – versão do loafer com duas tiras de elástico em suas laterais. O modelo é casual, mas em suas versões mais sofisticadas, pode ser usado com blazer e jeans.

 

 

Sapatênis – calçado que alia o conforto de um tênis à alguns detalhes mais sóbrios dos sapatos sociais. Sempre fechado, não possui entressola. Ideal para ocasiões do dia a dia, que não exijam formalidade, mas sem a descontração dos eventos esportivos.

 

 

Chelsea boots – também conhecidas como dealer boot, paddock boots ou jodhpur boots, não possuem cadarços, contando apenas com elásticos nas laterais. Estas botas surgiram por volta de 1830, com o único objetivo de oferecer conforto. Versáteis, quando de couro e bico fino, podem ser combinadas com ternos de corte moderno. Mas, também ficam estilosas com jeans em suas versões mais despojadas.

 

 

Coturnos – bota de cadarço e solado rústico, de inspiração militar, devem ser combinados sempre com roupas casuais.

 

 

Desert boots ou chukka boots – também de inspiração militar, surgiram nos anos 50. De cano curto, geralmente são produzidas em camurça, com poucas costuras. Casuais, combinam tanto com roupas mais esportivas quanto com trajes de esporte fino.

 

 

Country boots ou cowboy boots – inspiradas nos tradicionais calçados dos vaqueiros norte-americanos do século XVIII e XIX

 

 

Papetes – sandálias esportivas de estrutura reforçadas, são indicadas para dias quentes em passeios ao ar livre.

 

 

Babuches – calçado fechado na parte da frente e aberto na parte de trás. Em alguns modelos, possuem uma tira que prende o calçado no tornozelo.

Em geral, homens não ligam para sapatos. Não porque não gostem. Mas, porque são práticos demais quando o assunto é moda. Mesmo os mais vaidosos, não se apegam a tantos detalhes quanto as mulheres. Como nós, eles querem estar bonitos. Mas, sem grandes complicações. Como em tantas outras questões, o foco é diferente... https://www.youtube.com/watch?v=u6_HfcRofJQ Brincadeiras e provocações divertidas à parte, muitos homens e também mulheres pensam que há somente quatro tipos de calçados masculinos no mercado: social, tênis, sapatênis e chinelo. Para os que não dispensam o futebol com os amigos, há ainda as chuteiras. Somente aqueles de estilos muito específicos…

0

User Rating: 5 ( 1 votes)

Sobre Ana Bernardinelli

Quem sou eu? Pergunta difícil, até porque ainda não encontrei a resposta. Mas, uma certeza é que desde muito cedo soube que queria escrever. Sobre tudo. Dos tempos em que brincava de “fazer jornal”, com o meu fictício “O Linguarudo”, até meus textos adolescentes em “Penúltima Palavra – porque a última é sempre da diretora”, o periódico da escola, fui confirmando meu desejo. Ainda cursando Jornalismo na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, no coração da sempre incrível Av. Paulista, comecei a trabalhar na área. Já formada, passei por emissoras de rádio FM e AM. Também trabalhei em revistas – de automóveis, brinquedos e variedades, além de prestar serviços para empresas e entidades de classe com textos corporativos. Nos últimos anos, fui repórter do mais importante semanário da Zona Norte de São Paulo. Apaixonada por história da arte, cultura pop, música, cinema e literatura, tenho ainda um grande vício. Sim, confesso: sou sapatólatra. Em estágio avançado. E sem esperanças de cura. Simplesmente não resisto ao desejo de buscar novidades e curiosidades sobre este objeto que ultrapassa sua definição e se mistura com tantas emoções. Porque por trás de um belo par de sapatos, há sempre uma grande história. Aqui, no entanto, está a minha terapia! Vocês agora são meus convidados para esta aventura fashion! Ana Bernardinelli

Veja também...

Você conhece todos os tipos de botas?

  Botas são muito mais do que calçados quentinhos… botas são puro estilo!!   Oh, …

Deixe uma resposta

Conecte-se com:



O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *