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Salto & saúde

 

 

Sapatos de salto alto são sexy e elegantes. Verdadeiros ícones da moda feminina. No entanto, o uso deste tipo de calçado por períodos prolongados no dia a dia pode trazer danos à saúde ao longo do tempo. E não são apenas problemas usuais como bolhas, calos e joanetes.

Pesquisadores da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, promoveram um estudo com mulheres de 18 a 40 anos para comprovar quais seriam estes danos. A avaliação foi realizada em laboratório, com sensores e câmeras para medição de força e impacto no corpo das voluntárias, enquanto caminhavam com diferentes tipos de sapatos, com saltos de 5 a 7,5 centímetros.

Os pesquisadores constataram que os saltos provocam muita pressão sobre o joelho, aumentando o risco de degeneração articular e artrose. O impacto registrado foi significativamente maior quando utilizado o salto mais alto.

“Todo mundo sabe que o salto alto é ruim”, avaliou Danielle Barkema, biomecânica responsável pelo estudo. “E quanto maior o salto, maior é o risco de desenvolvimento de artrose”.

 

pesquisa

Pesquisadores americanos comprovaram em laboratório os danos causados pelo salto alto à saúde

 

O estudo também mostrou que caminhar com salto alto altera a postura das mulheres, causando a inclinação do tornozelo e desestabilizando as articulações.

Já na Manchester Metropolitan University, na Inglaterra, cientistas comprovaram que as mulheres que usam salto alto pelo menos cinco vezes por semana têm os músculos da panturrilha 13% menores que aquelas que usam sapatos baixos ou tênis.

Os pesquisadores britânicos também demonstraram que o tendão de Aquiles das mulheres que usam salto torna-se mais rígido e grosso que o das mulheres que não usam este tipo de calçado.

Segundo o cientista Marco Narici, responsável pelo estudo, isto explica porque as mulheres que usam salto com frequência sentem dor na panturrilha quando caminham descalças ou com calçados rasteiros. “O uso regular de salto alto pode deixar a mulher menos eficiente em atividades que requerem sapatos planos, como a corrida”, afirmou.

Mas, Narici sabe que de nada adiantaria recomendar às mulheres que deixem de usar sapatos de salto alto. “Nunca funcionaria”, admite. Ele então recomenda a prática constante de exercícios de alongamento. Também aconselha maior atenção na escolha dos calçados, optando sempre por aqueles que ofereçam, além da beleza, maior segurança no caminhar e conforto.

 

No Brasil, um estudo realizado por profissionais da PUC – Minas Gerais revelou que quanto mais cedo as meninas começam a usar salto alto, maiores são os riscos para a saúde. A professora do curso de Fisioterapia da instituição, Patrícia Pezzan, avaliou 100 jovens de 13 a 20 anos. Entre elas, 50 eram usuárias de salto e 50, não. Segundo a pesquisadora, para ser considerada uma usuária de salto, a mulher deve usá-lo por mais de quatro horas consecutivas, ao menos três vezes por semana.

Patrícia concluiu então que, quanto mais cedo se inicia o uso de salto, maior é o risco de desenvolvimento de problemas na coluna, de rotação do osso da pelve e de aproximação dos joelhos e afastamento dos pés (o que deixa as pernas no formato de um “X”).

“O uso de qualquer salto alto por muitas horas seguidas, e muitas vezes na semana, pode trazer problemas em qualquer idade”, ressaltou a especialista. “Porém, quanto mais nova for a menina, mais problemas ela terá no futuro, pois o uso desse tipo de calçado durante a fase de crescimento ósseo pode causar alterações na postura e na marcha. Essas alterações, a longo prazo, podem gerar dores, desequilíbrio muscular, estresse articular e até degeneração nas articulações”.

Mas, calma, meninas! Não é preciso radicalizar. Apenas, dosar o uso de salto. ”O melhor é intercalar: naqueles dias em que não for andar muito, o salto está liberado, porém, quando o dia for muito agitado, opte por um tênis”, orienta Patrícia.

 

 

 

 

Sobre Ana Bernardinelli

Quem sou eu? Pergunta difícil, até porque ainda não encontrei a resposta. Mas, uma certeza é que desde muito cedo soube que queria escrever. Sobre tudo. Dos tempos em que brincava de “fazer jornal”, com o meu fictício “O Linguarudo”, até meus textos adolescentes em “Penúltima Palavra – porque a última é sempre da diretora”, o periódico da escola, fui confirmando meu desejo. Ainda cursando Jornalismo na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, no coração da sempre incrível Av. Paulista, comecei a trabalhar na área. Já formada, passei por emissoras de rádio FM e AM. Também trabalhei em revistas – de automóveis, brinquedos e variedades, além de prestar serviços para empresas e entidades de classe com textos corporativos. Nos últimos anos, fui repórter do mais importante semanário da Zona Norte de São Paulo. Apaixonada por história da arte, cultura pop, música, cinema e literatura, tenho ainda um grande vício. Sim, confesso: sou sapatólatra. Em estágio avançado. E sem esperanças de cura. Simplesmente não resisto ao desejo de buscar novidades e curiosidades sobre este objeto que ultrapassa sua definição e se mistura com tantas emoções. Porque por trás de um belo par de sapatos, há sempre uma grande história. Aqui, no entanto, está a minha terapia! Vocês agora são meus convidados para esta aventura fashion! Ana Bernardinelli

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