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Salto anabela – um clássico nascido da crise

O salto anabela, confortável e despojado, surgiu ao final da década de 1930, a partir de uma necessidade de mercado e do gênio criativo de um designer a frente de seu tempo.

Na época, a economia ainda sofria as consequências da Grande Depressão, de 1929, e o mundo estava na iminência de um novo conflito armado. A matéria prima era cada vez mais escassa na indústria. O couro utilizado na confecção de calçado era caro, restringindo a produção.

No entanto, o italiano Salvatore Ferragamo encontrou uma alternativa ao padrão do mercado da época ao desenvolver um modelo de calçado com salto plataforma, levemente inclinado, em cortiça. Para isto, o designer reutilizava rolhas de garrafas de vinho.

 

Salvatore Ferragamo

Um dos estilistas favoritos das estrelas de Hollywood entre as décadas de 1930 e 1950,  Salvatore Ferragamo foi o criador do salto anabela

 

Logo após o final da Segunda Guerra este modelo tornou-se moda e muitos estilistas passaram a copiá-lo. O salto anabela tornou-se então um clássico e até hoje figura nas coleções nas mais variadas versões e estilos.

 

Anabela no Salvatore Ferragamo Museum

Sandália com salto anabela em exposição no Salvatore Ferragamo Museo, em Florença, na Itália.

 

 

 

Sobre Ana Bernardinelli

Quem sou eu? Pergunta difícil, até porque ainda não encontrei a resposta. Mas, uma certeza é que desde muito cedo soube que queria escrever. Sobre tudo. Dos tempos em que brincava de “fazer jornal”, com o meu fictício “O Linguarudo”, até meus textos adolescentes em “Penúltima Palavra – porque a última é sempre da diretora”, o periódico da escola, fui confirmando meu desejo. Ainda cursando Jornalismo na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, no coração da sempre incrível Av. Paulista, comecei a trabalhar na área. Já formada, passei por emissoras de rádio FM e AM. Também trabalhei em revistas – de automóveis, brinquedos e variedades, além de prestar serviços para empresas e entidades de classe com textos corporativos. Nos últimos anos, fui repórter do mais importante semanário da Zona Norte de São Paulo. Apaixonada por história da arte, cultura pop, música, cinema e literatura, tenho ainda um grande vício. Sim, confesso: sou sapatólatra. Em estágio avançado. E sem esperanças de cura. Simplesmente não resisto ao desejo de buscar novidades e curiosidades sobre este objeto que ultrapassa sua definição e se mistura com tantas emoções. Porque por trás de um belo par de sapatos, há sempre uma grande história. Aqui, no entanto, está a minha terapia! Vocês agora são meus convidados para esta aventura fashion! Ana Bernardinelli

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