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Os clássicos sapatos bicolores de Chanel

 

Chanel é sinônimo de elegância. E de clássicos. Entre eles, os calçados bicolores, que facilmente nos remetem à tradicional marca. Um verdadeiro legado para o mundo da moda.

Em 1957, a estilista francesa Coco Chanel lançou um modelo especial, que mesclava duas cores. Chamados pela mídia da época de “os novos sapatos de Cinderela”, tinham como objetivo permitir o maior número possível de combinações.

 

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Na época em que foi lançado, o sapato Chanel bicolor era chamado de “Os novos sapatos de Cinderela”.

 

 

 

Como cada detalhe das criações de Coco, as cores não foram escolhidas ao acaso. O bege tinha o propósito de alongar as pernas, enquanto o preto da ponta de dar a impressão de pés menores. Outro propósito da biqueira mais escura era proteger o calçado por mais tempo.

 

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Bege para alongar as pernas e preto para dar impressão de pés menores

 

O elástico na parte de trás, uma contribuição do sapateiro Massaro, pretendia oferecer maior liberdade de movimento. Já o salto de cinco centímetros, poderia ser facilmente adotado na vida cotidiana das mulheres, que na época começava a se tornar mais intensa.

Inovador para sua época, o sapato bicolor de Chanel logo caiu no gosto de estrelas como Brigitte Bardot, Catherine Deneuve, Romy Schneider, Jeanne Moreau e Jane Fonda, tornando-se um verdadeiro objeto de desejo no mundo da moda.

O sucesso foi tão grande que a marca relançou o modelo nos anos seguintes em diferentes leituras.

 

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Nos últimos anos, a Chanel relançou os sapatos bicolores em diferentes versões

 

Em sua coleção de 2015 para a Chanel, o estilista Karl Lagerfeld trouxe o clássico modelo de volta às passarelas.

 

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Em sua coleção de 2015, Karl Lagerfeld provou que os sapatos bicolores realmente combinam com tudo

 

Até hoje, os clássicos sapatos bicolores continuam sendo produzidos da mesma maneira: uma a um, manualmente, na Itália. O processo para finalização de cada um deles leva duas horas.

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Sobre Ana Bernardinelli

Quem sou eu? Pergunta difícil, até porque ainda não encontrei a resposta. Mas, uma certeza é que desde muito cedo soube que queria escrever. Sobre tudo. Dos tempos em que brincava de “fazer jornal”, com o meu fictício “O Linguarudo”, até meus textos adolescentes em “Penúltima Palavra – porque a última é sempre da diretora”, o periódico da escola, fui confirmando meu desejo. Ainda cursando Jornalismo na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, no coração da sempre incrível Av. Paulista, comecei a trabalhar na área. Já formada, passei por emissoras de rádio FM e AM. Também trabalhei em revistas – de automóveis, brinquedos e variedades, além de prestar serviços para empresas e entidades de classe com textos corporativos. Nos últimos anos, fui repórter do mais importante semanário da Zona Norte de São Paulo. Apaixonada por história da arte, cultura pop, música, cinema e literatura, tenho ainda um grande vício. Sim, confesso: sou sapatólatra. Em estágio avançado. E sem esperanças de cura. Simplesmente não resisto ao desejo de buscar novidades e curiosidades sobre este objeto que ultrapassa sua definição e se mistura com tantas emoções. Porque por trás de um belo par de sapatos, há sempre uma grande história. Aqui, no entanto, está a minha terapia! Vocês agora são meus convidados para esta aventura fashion! Ana Bernardinelli

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