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… e então surgiu o sapato. Uma invenção de 10 mil anos antes de Cristo

A ideia de criar uma proteção para os pés surgiu nos primórdios da humanidade, na Idade da Pedra Lascada, cerca de dez mil antes de Cristo. A caça era uma questão de sobrevivência e correr por aí descalço, exposto a ferimentos, frio e calor, não era nada produtivo.

Há evidências dos primeiros modelos em pinturas da época em cavernas da Espanha e do Sul da França. Nestas cenas, também estão representados utensílios de pedras, que serviam para raspar peles, o que indica que já dominavam a arte de curtir o couro de animais.

sapato mais antigo do mundoO sapato mais antigo, datado de 5.500 anos a.C. foi encontrado em 2010 na Armênia.

No Egito, berço de tantas descobertas incríveis, há pinturas realizadas há cerca de seis ou sete mil anos nos hipogeus – câmaras usadas na época para enterros múltiplos – que representam vários estágios do preparo do couro e de calçados.

Mas, somente os nobres tinham condições de ter sandálias de couro. Os modelos utilizados pelos faraós tinham até enfeites de ouro. A população em geral usava sandálias de palha, de papiro ou de fibra de palmeira.

Na Mesopotâmia, os sapatos eram confeccionados em couro cru, com amarrações nospés. Já os coturnos eram símbolo de alta posição social.

Na Grécia antiga, eram utilizadas sandálias com tiras de couro. Alguns pares tinham até modelos diferentes para os pés direito e esquerdo. Já as cortesãs usavam sandálias com pequenas tachas presas às solas. Elas marcavam o chão quando caminhavam, como sugestão para serem seguidas.

Em Roma o tipo de calçado indicava a classe social de cada cidadão. Os cônsules usavam sapato branco. Os senadores, marrons, presos por 4 fitas pretas de couro, atadas com dois nós. Já o calçado tradicional das legiões era a bota de cano curto, com abertura nos pés.

Sandália greco romana de 465 aC

Sandália greco-romana de 465 a.C.

Na Idade Média, tanto homens como mulheres usavam sapatilhas. Os homens também usavam botas altas ou baixas atadas à frente e ao lado. Os modelos eram confeccionados geralmente em couro de vaca. Mas, os de qualidade superior, eram de pele de cabra.

A padronização da numeração surgiu na Inglaterra em 1305, por iniciativa do rei Eduardo (1272-1307). Ele decretou que fosse considerada como uma polegada a medida de três grãos secos de cevada, colocados lado a lado. Os sapateiros ingleses gostaram da idéia e passaram a fabricar sapatos em tamanhos padrão. Desse modo, um calçado infantil medindo treze grãos de cevada passou a ser conhecido como tamanho 13 e assim por diante.

Mas, a grande produção de calçados em solo britânico só foi registrada em 1642, 1642 quando Thomas Pendleton forneceu 4.000 pares de sapatos e 600 de  botas  para o exército.

 

Sapato idade media

Sapatos europeus do século XVIII

As primeiras máquinas para fabricação de sapatos surgiram somente no século 19, quando a produção em larga escala permitiu que o preço se tornasse mais acessível.

Na década de 1940, devido aos transtornos causados pela Segunda Guerra ao mercado internacional, diante da escassez de matéria prima, a indústria calçadista começou a buscar materiais alternativos e mais baratos do que couro, como a borracha e a cortiça.

Nas décadas seguintes, o que era uma necessidade acabou se tornando um desafio para a mente criativa de designers e estilistas. Hoje, são inúmeras as opções de modelos, confeccionas nos mais variados materiais, cores e formas.

 

 

Sobre Ana Bernardinelli

Quem sou eu? Pergunta difícil, até porque ainda não encontrei a resposta. Mas, uma certeza é que desde muito cedo soube que queria escrever. Sobre tudo. Dos tempos em que brincava de “fazer jornal”, com o meu fictício “O Linguarudo”, até meus textos adolescentes em “Penúltima Palavra – porque a última é sempre da diretora”, o periódico da escola, fui confirmando meu desejo. Ainda cursando Jornalismo na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, no coração da sempre incrível Av. Paulista, comecei a trabalhar na área. Já formada, passei por emissoras de rádio FM e AM. Também trabalhei em revistas – de automóveis, brinquedos e variedades, além de prestar serviços para empresas e entidades de classe com textos corporativos. Nos últimos anos, fui repórter do mais importante semanário da Zona Norte de São Paulo. Apaixonada por história da arte, cultura pop, música, cinema e literatura, tenho ainda um grande vício. Sim, confesso: sou sapatólatra. Em estágio avançado. E sem esperanças de cura. Simplesmente não resisto ao desejo de buscar novidades e curiosidades sobre este objeto que ultrapassa sua definição e se mistura com tantas emoções. Porque por trás de um belo par de sapatos, há sempre uma grande história. Aqui, no entanto, está a minha terapia! Vocês agora são meus convidados para esta aventura fashion! Ana Bernardinelli

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One comment

  1. Excelente matéria, não fazia ideia de metade do que você nos trouxe de informação! Mostra a sua paixão pelo tema, escrito do jeitinho que gosto de ler! Parabéns!

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