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A evolução dos tênis

 

Os tênis são calçados mais do que especiais. Resultado da pesquisa incessante de materiais variados e tecnologias avançadas, fazem parte do guarda roupa da maior parte da população – homens e mulheres, de todas as idades. Confortáveis, são indispensáveis para práticas esportivas, momentos de lazer, atividades que requerem conforto e segurança ou simplesmente por puro estilo.

Segundo dados da Associação Brasileira Indústria Esporte (Abriesp), a cada ano, são vendidos mais de 85 milhões de pares de tênis no Brasil. No mundo, este número chega a um bilhão no mesmo período.

Na antiguidade, os atletas participavam dos Jogos Olímpicos, na Grécia, calçando sandálias de tiras de couro. Difícil até imaginar! Não era nada confortável, mas seu uso ao menos permitia melhor desempenho do que o obtido por atletas que se apresentavam descalços. E isso era muito comum.

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Muitos atletas se apresentavam descalços nos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga

 

 

O modelo mais próximo dos tênis como conhecemos hoje – um calçado de couro flexível para práticas esportivas – surgiu no século XVIII, no Reino Unido.

 

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O nada confortável traje da tenista Charlotte Cooper nos Jogos Olímpicos de 1900, em Paris, na França. Nos pés, um calçado de couro flexível.

O início da história dos tênis propriamente ditos foi nos Estados Unidos, em 1839, quando o fabricante de pneus Charles Goodyear descobriu o processo de vulcanização, que consiste na aplicação de calor e pressão a uma composição de borracha, garantindo a sua maior preservação.

Na época, a borracha vulcanizada era utilizada para a melhora na qualidade de pneus, mas logo passou a ser usada na sola dos calçados, até então confeccionadas somente em couro. A novidade foi adotada por várias fábricas de calçados, que assim passaram a criar modelos mais leves e flexíveis.

Em 1860 e 1870, respectivamente, surgiram os cadarços e as sapatilhas para a prática de esportes.

Em 1917, foram lançados nos Estados Unidos os Keds, primeiros modelos de tênis que podiam ser levados à máquina de lavar. Sua popularidade tornou-se tão grande que se transformaram em um dos ícones da modernidade no país.

 

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Lançados em 1917, os Keds foram os primeiros modelos de tênis a ganhar popularidade

 

No mesmo ano, chegou ao mercado norte americano o primeiro All Star unissex de cano alto. Inicialmente, o modelo foi criado para a prática de basquete e logo foi adotado pelo jogador Chuck Taylor, que passou a assinar sua fabricação.

 

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O clássico All Star de cano longo foi criado em 1917 para a prática de basquete

 

Em 1920, o alemão Adolph Dassler, um dos fundadores da Adidas, apresentou o primeiro calçado de corrida do mundo, que era muito mais leve que os sapatos convencionais da época.

 

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Adolph Dassler, um dos fundadores da Adidas

A partir dos anos 1950, os tênis se popularizaram entre os mais jovens e acabou se tornando símbolo de rebeldia e de contestação aos padrões estéticos conservadores. Até os anos 1970, os tênis não eram utilizados pela maioria das pessoas no dia-a-dia, mas já representavam um estilo de vida.

Em 1972, a Nike foi fundada nos Estados Unidos. A empresa passou a investir em tecnologia em busca de modelos que proporcionassem maior impulsão e  arranque para os atletas. Em 1979, lançou então o inovador sistema de amortecimento Air, desenvolvido pelo engenheiro espacial Frank Rudy.

Na década de 1980, por sua praticidade e conforto, os tênis passaram a fazer parte da vida cotidiana da população em geral. Em clipes musicais e filmes da época eram comuns os artistas aparecerem exibindo tênis de grandes marcas, o que incentivou o consumo do produto em todo o mundo.

O tênis utilizado por Marty McFly (Michael J. Fox) em De Volta para o Futuro 2, de 1985, marcou época. O modelo futurista, criado pela Nike para o filme, amarrava os cadarços automaticamente aos serem calçados. O tempo passou, o futuro chegou e continuamos amarrando nossos cadarços por conta própria. Mas, no ano passado, a empresa lançou uma réplica do Nike Air Mag, em edição limitada para venda somente em leilões, para colecionadores, em alusão aos 30 anos da produção.

 

 

Sobre Ana Bernardinelli

Quem sou eu? Pergunta difícil, até porque ainda não encontrei a resposta. Mas, uma certeza é que desde muito cedo soube que queria escrever. Sobre tudo. Dos tempos em que brincava de “fazer jornal”, com o meu fictício “O Linguarudo”, até meus textos adolescentes em “Penúltima Palavra – porque a última é sempre da diretora”, o periódico da escola, fui confirmando meu desejo. Ainda cursando Jornalismo na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, no coração da sempre incrível Av. Paulista, comecei a trabalhar na área. Já formada, passei por emissoras de rádio FM e AM. Também trabalhei em revistas – de automóveis, brinquedos e variedades, além de prestar serviços para empresas e entidades de classe com textos corporativos. Nos últimos anos, fui repórter do mais importante semanário da Zona Norte de São Paulo. Apaixonada por história da arte, cultura pop, música, cinema e literatura, tenho ainda um grande vício. Sim, confesso: sou sapatólatra. Em estágio avançado. E sem esperanças de cura. Simplesmente não resisto ao desejo de buscar novidades e curiosidades sobre este objeto que ultrapassa sua definição e se mistura com tantas emoções. Porque por trás de um belo par de sapatos, há sempre uma grande história. Aqui, no entanto, está a minha terapia! Vocês agora são meus convidados para esta aventura fashion! Ana Bernardinelli

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