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A arte dos grandes designers de moda

 

Alguns modelos de sapatos são tão incríveis, que se tornam objetos de desejo. Muitas vezes em edições limitadas, contam com linhas e peculiaridades que os tornam acessíveis a poucos privilegiados. Mas, é a assinatura que carregam que os tornam tão especiais.

 

 

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As sandálias Borgezie são produzidas artesanalmente em ouro maciço. Incrustadas com 2.200 diamantes lapidados, totalizando 30 quilates, custam mais de R$ 360 mil.

 

Não é de hoje que a arte dos designers encanta e influencia a sociedade. A tradição dos sapatos confeccionados à mão surgiu na Europa, com especial ênfase na Inglaterra, na Itália e na França, por volta do século XIX.

A indústria calçadista de Paris, uma das mais tradicionais do mundo, se desenvolveu partir de 1858, com o trabalho do inglês Charles Worth (1895-1895). Como o mais famoso estilista de sua época, foi responsável pelo vestuário de toda a realeza europeia.

 

 

Charles Worthcriação de Charlie worth

 

 

Charles Worth (1895-1895) e uma de suas criações.

 

 

 

Sua fama atraiu olhares para outros criadores, como Paquin, Chernit e Doucet, o que transformou Paris na primeira capital mundial da moda. Com o tempo, seus assistentes também foram ganhando destaque e independência, ampliando o mercado.

Dentre os assistentes que ganharam espaço próprio estava Jean-Louis Franois Pinet (1817-1897), que trabalhava para Worth. Pela fama que alcançou, uma de suas criações ganhou o seu nome. O salto Pinet, levemente mais reto e mais fino do que o tradicional salto Louis, mais comum na época, tornou-se moda entre a aristocracia francesa.

 

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Criações de Jean-Louis Franois Pinet (1817-1897) .

 

 

 

 

Outro importante designer da época foi o italiano Pietro Yantorny (1874-1936), que aprendeu a arte de fazer sapatos aos 12 anos de idade. Ele mesmo dizia  ser “o mais caro estilista de calçados do mundo”. Sua clientela, que não passava de 20 clientes, era altamente selecionada e ávida por exclusividade. Suas criações estão hoje expostas no Metropolitan Museum of Art de Nova York.

 

YantornystudioCriação de Pietro Yantorny, 1914

 

 

O italiano Pietro Yantorny (1874-1936) em seu estúdio e uma de suas criações.

 

 

 

As criações do francês Andre Perugia (1893-1977) também eram tão especiais que estão expostas no Musee de La Chaussure, em Romans, na França.

 

Andre Perugia andre-perugia-shoes

 

 

O trabalho do francês Andre Perugia (1893-1977) está em exposição no Musee de La Chaussure.

 

 

A indústria da moda teve grande ascensão nas últimas décadas do século XIX e primeiras do século XX. Mas, após a Primeira Guerra (1914-1918), o mundo entrou em recessão. A crise culminou na Grande Depressão, em 1929. Em meio às dificuldades financeiras e a escassez de matéria prima, fatores agravados pela iminência de um novo conflito mundial, o mercado ficou estagnado.

A busca por materiais alternativos neste período trouxe novas possibilidades e incentivou a arte criativa dos designers. Assim, o italiano Salvatore Ferragamo (1898-1960) criou o salto Anabela confeccionado em cortiça, a partir da reutilização de rolhas de garrafas de vinho.

No entanto, a situação só começou a melhorar após o final da Segunda Guerra (1939-1945).

Nesta época, o inglês David Evins (1905-1991) ganhou notoriedade criando coleções para os mais famosos designers de Nova York, como Bill Blass (1922-2002) e Oscar de la Renta (1932-2014).

Nesta época, ele concorria com Ferragamo, Perugia e Charles Jourdan (1883 – 1976) na tentativa de produzir o mais refinado e elegante salto. Esta disputa, acabou gerando muitas pesquisas sobre materiais que poderiam ser utilizados para melhorar a sustentação e resistência dos calçados.

Os italianos Del Co e Albanese criaram uma sandália para noite com duas tiras muito finas e um salto fino baixo sob o arco do pé. Roger Vivier (1903-1998), que então trabalhava para Christian Dior (1905-1957), em Paris, aperfeiçoou este salto, dando-lhe a forma de uma vírgula. No final das contas, ele acabou recebendo todo crédito pela invenção do salto stiletto, em 1955.

 

Mandatory Credit: Photo by Roger-Viollet/REX (556941a) Shoemaker, Roger Vivier with shoes designed by Christian Dior - 29 Jan 1954. CHRISTIAN DIOR FASHION
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Roger Vivier, criador dos saltos vírgula e stilleto.

 

Apesar da notoriedade dos designers franceses, os italianos ganharam destaque entre os anos de 1940 e 1950, em especial pelos contatos de Ferragamo em Hollywood.

Nos anos de 1960, Londres se tornou o centro da moda internacional. Com o alto preço do couro no mercado, os materiais sintéticos ganharam destaque nas mãos de artistas como Vivier e Herbert Levine (1916 – 1991).

Nos anos de 1970, o designer Terry de Havilland foi o responsável por popularizar os calçados de salto plataforma. Apesar de extravagantes, seus modelos conquistaram mulheres e homens.

Nos anos de 1990, quando velhos conceitos de moda foram recriados, Vivienne Westwood, Jean-Paul Gaultier e Manolo Blahnik ganharam destaque no mercado da moda. Nos anos 90, conceitos antigos foram reciclados.

Hoje, estes designers dividem atenções com artistas da moda como Maud Frizon, Andrea Pfister, Jan Jansen, Patrick Cox e Christian Louboutin (que criou uma inconfundível marca registrada: o solado vermelho).

 

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O solado vermelho é a marca registrada das criações do francês Chistian Louboutin

Sobre Ana Bernardinelli

Quem sou eu? Pergunta difícil, até porque ainda não encontrei a resposta. Mas, uma certeza é que desde muito cedo soube que queria escrever. Sobre tudo. Dos tempos em que brincava de “fazer jornal”, com o meu fictício “O Linguarudo”, até meus textos adolescentes em “Penúltima Palavra – porque a última é sempre da diretora”, o periódico da escola, fui confirmando meu desejo. Ainda cursando Jornalismo na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, no coração da sempre incrível Av. Paulista, comecei a trabalhar na área. Já formada, passei por emissoras de rádio FM e AM. Também trabalhei em revistas – de automóveis, brinquedos e variedades, além de prestar serviços para empresas e entidades de classe com textos corporativos. Nos últimos anos, fui repórter do mais importante semanário da Zona Norte de São Paulo. Apaixonada por história da arte, cultura pop, música, cinema e literatura, tenho ainda um grande vício. Sim, confesso: sou sapatólatra. Em estágio avançado. E sem esperanças de cura. Simplesmente não resisto ao desejo de buscar novidades e curiosidades sobre este objeto que ultrapassa sua definição e se mistura com tantas emoções. Porque por trás de um belo par de sapatos, há sempre uma grande história. Aqui, no entanto, está a minha terapia! Vocês agora são meus convidados para esta aventura fashion! Ana Bernardinelli

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